
*crítica publicada no mescla sonora.





























Letras imperceptíveis, riffs tribalmente crus, puro rock puro (merda de descrição, mas percebe-se a ideia).
Desconstrução rock. Algo novo, agressivo e confuso. Eu gosto...
Segundo álbum dos Beirut, segundo óptimo disco, de uma das melhores bandas "indie" actuais. Thank you Condon.
"New Moon" é o (segundo) álbum póstumo de Elliot Smith, que desapareceu em 2003. Este disco reúne 24 demos gravadas entre 1995 e 1997, reunidas agora por Larry Crane. Encaro (e compreendo?!) este álbum como uma espécie de síntese de uma obra, talvez, um pouco esquecida na prolífera década de 90. Confesso que eu próprio apenas o descobri tarde demais...As músicas compiladas em "New Moon" ultrapassam uns míseros lados b. Pelo contrário, dada a qualidade, são verdadeiros lados a, tão essenciais quanto a sua discografia. É quase noite, uma fina tristeza toma conta de mim, "there's a riot coming", de repente a minha viola entra rubidamente num grave espirilar de canções - O Elliot não morreu! A sua música é composta por excelentes arranjos, perfeitas letras (poesia), acompanhadas dos obsidiados arrepios e das indispensáveis lágrimas que o seu perfeito dedilhar e melífera voz provocam. Estamos perante perfeição. A par de Buckley e Kobain, Elliot é mais um dos mitos perdidos pela década de 90. Imagino uma super banda composta por estes três...
Os Silverchair estão de volta! Sim, aqueles putos que com 16 anos fizeram um "Frog Stomp". O grunge já lá vai, e agora são pop! Ser pop é fixe, ganhamos uns trocos, comemos umas gajas...Bem, eu não tenho grande paciência, e não se trata de nenhum preconceito, porém apesar de não ser um álbum muito mau, a verdade é que não traz nada de novo em aspecto nenhum. Daniel eras bem mais fixe quando tentavas imitar o Kurt!
Os Smog são uma das minhas (actuais) bandas fetiche. A voz do Callahan é uma das que mais me arrepia. A tristeza que transparece apanhou-me desde o primeiro momento. Este é um álbum estranho. É alegria. Das duas uma, ou o Callahan está perdidamente apaixonado ou então está velho. Trata-se de um excelente álbum, de uma irradiante harmonia polífona, que pode resumir-se no tema “Diamond dancer” – extremamente viciante! Posso e devo afirmar que se trata de um óptimo substituto de serotonina… (Medicamente) aconselhado.
A verdade é que tenho um gosto especial pelos BRMC, a verdade é que tenho um gosto especial pelo rock'n'roll, a verdade é que também perguntei a mim mesmo por mais de duas mil e quinhentas vezes - "whatever happenened to my rock'n'roll"...Depois do rock'n'folk de Howl, eles estão de volta com "Baby 81", e estão de volta ao rock de turbilhão frenético (e motard) - quais sonorosos concertos de riffs! A escuridão voltou e ainda bem...bem, vou vestir o blusão de cabedal e aumentar o volume.
Nota: 8,5/10

Nota: 8/10