Fez dez anos um dos melhores álbuns de uma das melhores bandas de sempre.domingo, junho 17, 2007
sábado, junho 16, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
The White Stripes - Icky Thump
Este é o novo single dos white Stripes. Esta é a música bode expiatório da crítica nos últimos tempos.
Talvez seja demasiado incoerente, mas pelo menos é descomplexada! Eu gosto.
quarta-feira, junho 13, 2007
Futilidade musical
sábado, junho 09, 2007
domingo, junho 03, 2007
Feira do Livro - O pátio maldito, Ivo Andric
"Frei Petar, monge bósnio cristão, é preso por engano e encarcerado na prisão de pior reputação duma Istambul sob o Império Otomano: "O Pátio Maldito". Nesta, cruzam-se assassinos, violadores, assaltantes, conspiradores, mas também inocentes e falsamente acusados de todas as classes e religiões, cada qual com um percurso, uma história e várias mentiras. Entre ódios e recordações vão-se misturando presente e passado, realidade e ficção, numa história de histórias.quinta-feira, maio 31, 2007
Half Nelson
(Argumento) "Dan Dunne (Ryan Gosling) é um jovem professor que a cada dia que passa vê os seus ideais desvanecerem perante a realidade. Todos os dias ele tenta entusiasmar os seus alunos de 13 e 14 anos, rejeitando uma abordagem convencional e tentado fazê-los perceber como ocorrem as mudanças e que eles são capazes de pensar por eles próprios. Apesar de brilhante e dinâmico na sala de aula, Dan passa a maioria do tempo fora dela inconsciente. As suas desilusões tornaram-no toxicodependente, numa dependência cada vez mais grave. Ele balança entre as aulas e as ressacas, mas um dia é descoberto por Drey, uma das suas alunas. Apesar da diferença de idades e situações, daí nasce uma amizade cúmplice que transforma as suas vidas. "Half Nelson" ganhou os Prémios do Júri nos Festivais de Locarno e Deauville e Ryan Gosling está nomeado para Melhor Actor nos Óscares."A música é de uma das melhores bandas actuais. Broken Social Scene (conjunto de vários dos melhores músicos actuais). Uma das minhas bandas preferidas actuais.
8/10
terça-feira, maio 29, 2007
Jeffrey Scott Buckley (November 17, 1966 – May 29, 1997)
sexta-feira, maio 25, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007
Quem se lembra dos Stiltskin??
Quem se lembra dos Stiltskin?? Estava eu numa de revisitação pueril e lembrei-me desta banda. Era eu um puto (aliás, ainda sou), estavamos em 94 ou 95, já não me recordo ao certo do ano, e eu andava a descobrir os radiohead, smashing pumpkins, REM e mais umas bandas da altura, tudo apertadamente incluso numa cassete que me tinham emprestado, e não sei muito bem porquê mas adorava esta música, embora nunca tenha sabido de quem se tratava. Há uns tempos (há três ou quatro anos), descobri a cassete no fundo de um empoeirado baú que tinha lá para casa (apeteceu-me inventar isto...) e após ter reouvido algumas vezes a algo olvidada música lembrei-me que a talvez se podesse chamar "inside" - Bingo...Logo depois, graças à modernice da internet diga-se, não foi particularmente díficil descobrir mais sobre os Stiltskin. Parece que eram uma espécie arremedo dos Pumpkins (consta)...Aliás, consta também que num concerto em Berlim, acabando a actuação, o Corgan envergou um cartaz que dizia "hi, we're stiltskin". A banda acabou por desaparecer antes ainda de editar um segundo álbum. Pelos vistos, editou-o em meados de 2006, nomenclado de "She", embora pelo que li na actual banda resta apenas o vocalista da altura, o Ray Wilson...segunda-feira, maio 21, 2007
They were trying to be heroic
A apresentação em Portugal de "Weekend in the city" serviu para calar as tetrápodes vozes críticas, que têm desconsiderado o segundo álbum dos britânicos porque...sim! Que este álbum não é tão bom como o "Silent alarm" ninguém põe em causa, porém parece-me extremamente exagerado o geral descrédito que lhe tem sido atribuido.domingo, maio 20, 2007
Evan Parker no CCB
segunda-feira, maio 14, 2007
domingo, maio 13, 2007
New Moon, Elliot Smith
"New Moon" é o (segundo) álbum póstumo de Elliot Smith, que desapareceu em 2003. Este disco reúne 24 demos gravadas entre 1995 e 1997, reunidas agora por Larry Crane. Encaro (e compreendo?!) este álbum como uma espécie de síntese de uma obra, talvez, um pouco esquecida na prolífera década de 90. Confesso que eu próprio apenas o descobri tarde demais...As músicas compiladas em "New Moon" ultrapassam uns míseros lados b. Pelo contrário, dada a qualidade, são verdadeiros lados a, tão essenciais quanto a sua discografia. É quase noite, uma fina tristeza toma conta de mim, "there's a riot coming", de repente a minha viola entra rubidamente num grave espirilar de canções - O Elliot não morreu! A sua música é composta por excelentes arranjos, perfeitas letras (poesia), acompanhadas dos obsidiados arrepios e das indispensáveis lágrimas que o seu perfeito dedilhar e melífera voz provocam. Estamos perante perfeição. A par de Buckley e Kobain, Elliot é mais um dos mitos perdidos pela década de 90. Imagino uma super banda composta por estes três...Young Modern, Silverchair
Os Silverchair estão de volta! Sim, aqueles putos que com 16 anos fizeram um "Frog Stomp". O grunge já lá vai, e agora são pop! Ser pop é fixe, ganhamos uns trocos, comemos umas gajas...Bem, eu não tenho grande paciência, e não se trata de nenhum preconceito, porém apesar de não ser um álbum muito mau, a verdade é que não traz nada de novo em aspecto nenhum. Daniel eras bem mais fixe quando tentavas imitar o Kurt!Woke on a wholeheart, Bill Callahan
Os Smog são uma das minhas (actuais) bandas fetiche. A voz do Callahan é uma das que mais me arrepia. A tristeza que transparece apanhou-me desde o primeiro momento. Este é um álbum estranho. É alegria. Das duas uma, ou o Callahan está perdidamente apaixonado ou então está velho. Trata-se de um excelente álbum, de uma irradiante harmonia polífona, que pode resumir-se no tema “Diamond dancer” – extremamente viciante! Posso e devo afirmar que se trata de um óptimo substituto de serotonina… (Medicamente) aconselhado.8/10
Baby 81, Black Rebel Motorcycle Club
A verdade é que tenho um gosto especial pelos BRMC, a verdade é que tenho um gosto especial pelo rock'n'roll, a verdade é que também perguntei a mim mesmo por mais de duas mil e quinhentas vezes - "whatever happenened to my rock'n'roll"...Depois do rock'n'folk de Howl, eles estão de volta com "Baby 81", e estão de volta ao rock de turbilhão frenético (e motard) - quais sonorosos concertos de riffs! A escuridão voltou e ainda bem...bem, vou vestir o blusão de cabedal e aumentar o volume.No Surprises
a job that slowly kills you,
bruises that won't heal.
You look so tired-unhappy,
bring down the government,
they don't, they don't speak for us."
quinta-feira, maio 10, 2007
Imogen Heap - Hide And Seek
Enrubesço desbragadamente ao som desta música. Percorro sonorosamente o passado num frenesim. Desvaneço e adormeço.
quarta-feira, maio 09, 2007
Climbing up the walls
""Climbing Up the Walls" is a song by Radiohead, from the band's 1997 album OK Computer.The song is often considered one of Radiohead's more disturbing pieces, and is based more around synthesiser than other songs on OK Computer. The chords used in the main riff are B minor, G major, then E minor. The string section of the song, composed by guitarist Jonny Greenwood alone, features 16 different violinists playing quarter tones apart from each other. "For the 'white noise' flashes at the end, we used 16 violins that were just not playing the same. It may sound blasé but we were a bit fed up with rock arrangements. They haven't evolved since Eleanor Rigby of the The Beatles. We discoverd the Polish composer Penderecki. Since than, all we do is steal from him! (smiles)".
The song opens with a few moments of atmospheric white noise. Before being played live, Jonny pulls out a small shortwave radio transmitter, and begins tuning it to different stations. During the band's soundchecks, Jonny locates classical or spoken word radio stations, such as BBC Radio 4, and uses them to introduce "Climbing Up the Walls". He comments on this, saying "I spend about 20 minutes tuning in some local radio stations before the show, theres always the danger that Huey Lewis and the News are going to turn up in an inappropriate part of the song, but that’s all part of the fun, I suppose". The band use a similar process in live performances of their later song "The National Anthem".
Thom Yorke has commented on the song, saying "This is about the unspeakable. Literally skull-crushing. I used to work in a mental hospital around the time that Care in the Community started, and we all just knew what was going to happen. And it's one of the scariest things to happen in this country, because a lot of them weren't just harmless... It was hailing violently when we recorded this. It seemed to add to the mood. Some people can't sleep with the curtains open in case they see the eyes they imagine in their heads every night burning through the glass. Lots of people have panic buttons fitted in their bedrooms so they can reach over and set the alarm off without disturbing the intruder. This song is about the cupboard monster".
The distant scream heard at the end of this song is caused by Thom flipping his acoustic guitar up to his face and screaming into it, creating the distorted and hollow effect for his vocals."
domingo, maio 06, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Pode ser que durma melhor...

1- Bloodstone, Amon Tobin
2- Shut your eyes - Shout Out Louds
3- Just another thing to dust - Papercuts
4- Diamond dancer - Bill Callahan
5- Am i only - Black Rebel Motorcycle Club
6- Kingdom of hearts - The Ponys
7- Cheap like Sebastien - Apostle of Hustle
8- Sad song - Au Revoir Simone
9- Complete or completing - Annuals
10- Going to a town - Rufus Wainwright
terça-feira, maio 01, 2007
A sociedade dos encómios
quarta-feira, abril 25, 2007
A Invenção de Morel (Adolfo Bioy Casares)
"Compreendia agora que os romancistas nos proponham fantasmas que se lamentam. Os mortos continuam entre os vivos. Custa-lhes mudar de costumes, renunciar ao tabaco, ao prestígio de violadores de mulheres. Fiquei horrorizado (pensei com teatralidade interior) por ser invisível; horrorizado por Faustine, próxima, estar noutro planeta; mas estou morto, estou fora de alcance; todas as soluções medonhas são apenas esperanças frustradas.sábado, abril 21, 2007
quarta-feira, abril 18, 2007
Richard Swift - Kisses For The Misses
Por vezes pergunto-me sobre qual o verdadeiro significado que retiramos (podemos retirar)de uma simples data...
Documentário português sobre burros premiado em Budapeste
terça-feira, abril 17, 2007
Hotel Ruanda
Distinguem-se em Ruanda dois grupos étnicos: a maioria hutu e o grupo minoritário de tutsis. Desde a independência do país da Bélgica, os seus líderes sempre foram tutsis, num contexto de rivalidade étnica agravada com o tempo devido à escassez de terras e à fraca economia nacional, sustentada pela exportação de café. Em 1989, o preço mundial do café reduziu-se em 50%, e o Ruanda perdeu 40% de sua renda com exportação. Nesta época, o país enfrentou sua maior crise alimentícia dos últimos 50 anos, e ao mesmo tempo aumentava os gastos militares em detrimento a investimentos em infra-estrutura e serviços públicos.Em outubro de 1990, a Frente Patriótica Ruandesa, composta por exilados tutsis expulsos do país por hutus com o apoio do exército, invade o Ruanda pela fronteira com o Uganda. Em 1993, os dois países firmam um acordo de paz, o Acordo de Arusha.
Cria-se no Ruanda um governo de transição, composto por hutus e tutsis.
Em 1994 as tropas hutus, chamadas Interahamwe, são treinadas e equipadas pelo exército ruandês entre arengas e ânimos à confrontação com os tutsis por parte da Radio Télévision Libre de Mille Collines (RTLM) dirigida pelas facções hutus mais extremas. Estas mensagens incidiam nas diferenças que separavam ambos os grupos étnicos e, ao passo que o conflito avança, os apelos à confrontação e à "caça do tutsi" tornaram-se mais explícitos, designadamente desde o mês de abril, em que se fez circular o boato de a minoria tutsi planejar um genocídio contra os hutus.
O genocídio foi financiado, pelo menos parcialmente, com o dinheiro apropriado de programas de ajuda internacionais, tais como o financiamento fornecido pelo Banco Mundial e o FMI sob um Programa de Ajuste Estrutural. Estima-se que 134 milhões de dólares foram gastos na preparação do genocídio no Ruanda - uma das nações mais pobres da terra - com 4,6 milhões de dólares gastos somente em facões, enxadas, machados, lâminas e martelos. Estima-se que tal despesa permitiu a distribuição de um novo facão a cada três varões Hutus.
Segundo Melvern, o primeiro-ministro do Ruanda, Jean Kambanda, revelou que o genocídio foi discutido abertamente em reuniões de gabinete, e uma ministra de gabinete disse que ela estava "pessoalmente a favor de conseguir livrar-se de todo os Tutsis... sem os Tutsis todos os problemas do Ruanda desapareceriam".
Em Abril de 1994 a morte num atentado ao avião do presidente Juvenal Habyarimana e o avanço da Frente Patriótica Ruandesa produziu uma série de massacres no país contra os tutsis, e causou um deslocamento maciço de pessoas para campos de refugiados situados na fronteira com os países vizinhos, em especial o Zaire (hoje Congo). Em Agosto de 1995 tropas do Zaire tentam expulsar estes refugiados para o Ruanda. Catorze mil pessoas são devolvidas ao Ruanda, enquanto que outras 150.000 se refugiam nas montanhas. Mais de 500.000 pessoas foram assassinadas e quase cada uma das mulheres que sobreviveram ao genocídio foram violentadas. Muitos dos 5.000 meninos nascidos dessas violações foram assassinados.
Talvez nunca se venha a saber quantos mortos provocou. Calcula-se entre 800.000 e 1.000.000. Se foram 800.000 equivaleriam aos 11 por cento do total da população e 4/5 dos tutsis que viviam no país. Tão pouco se sabe quantas vítimas provocou a vingança tutsi. Embora se fale do "outro genocídio", parece que não é absolutamente comparável. (wikipédia)
7,5/10
Panda Bear - acabou quase em B.Leza
Engenheiro
segunda-feira, abril 16, 2007
TV On The Radio e The Gossip no SBSR
quinta-feira, abril 05, 2007
ESGOTADO!
quarta-feira, abril 04, 2007
Annuals - brother
Da estranha e oclusa nostalgia - comissura do meu sono de hoje e outros.
Excelente banda, excelente álbum, excelente dica do puto!
Falta uma flor, mas antes de arrancada
uma razão que não seja só uma palavra
ou um coração
ou um meneio de cabeças após o regozijo
ou um risco na mão
ou um cão
ou um braço para a história
da imaginação"
The Cure - Maybe Someday
"If i could do it again maybe just once more
think i could make it work like i did it before
if i could try it out
if i could just be sure
that maybe someday is the last time
yeah maybe someday is the end
oh maybe someday is when it all stops
or maybe someday always comes again..."
terça-feira, abril 03, 2007
sábado, março 31, 2007
The Last King of Hollywood
“It seems to me that any sensible person must see that violence does not change the world and if it does, then only temporarily.” (Martin Scorsese)Martin Scorsese, ou Marty, como usualmente lhe chamam, americano de ascendência siciliana, nascido em Nova Iorque num bairro controlado pelo crime organizado (a violência que vemos nos seus filmes foi, no fundo, aquilo que presenciou na vida real) é também um católico fatalista – aliás, até descobrir a sétima arte, queria ser padre. Acabou por frequentar a escola de cinema da Universidade de Nova Iorque, começando a sua carreira com a realização de curtas-metragens, como “The Big Shave”, que marca o início da sua fama.
A sua filmografia caracteriza-se pela revisitação constante do mundo dos gangsters, do humor negro e macabro, da violência, de um pessimismo realista quando filma a América e de um caos quase elíptico que escatologicamente representa aquela que é a sua moral.
A sua primeira longa-metragem, “Who´s That Knocking At My Door”, realizada a meias com o seu colega Harvey Keitel, trouxe-lhe o reconhecimento dos “movie brats” (Coppola, Lucas e de Palma) que conjecturavam na altura para tomar a dilacerada Hollywood dos anos 70. Na verdade, foi Brian De Palma que o apresentou a Robert De Niro, de quem se tornou amigo íntimo e colaborador assíduo a partir daí – “Mean Streets”, “Taxi Driver”; “New York, New York”, “Raging Bull”, “The King of Comedy”; “Goodfellas”, “Cape Fear” e “Casino”.
Em 1972, realizou “Boxcar Bertha” para o famoso produtor de filmes série B, Roger Corman, o mesmo que também deu a primeira oportunidade a Coppola. “Boxcar Bertha” ensinou Scorsese a fazer filmes baratos e depressa, preparando-o para o seu primeiro filme com De Niro – “Mean Streets”. Este último, aclamado pela crítica, foi o início do estrelato de Scorsese e de Niro. Seguidamente, em 1974, a actriz Ellen Bustyn convida-o para dirigir o (seu) filme “Alice Doesn’t Live Here Anymore”, com o qual ganha o Óscar de Melhor Actriz. Em 1976, Scorsese deixou o mundo do cinema de boca aberta com “Taxi Driver”. O filme é protagonizado por Robert De Niro e Jodie Foster, que têm performances brilhantes, num retrato considerado dos mais violentos e crus sobre a vida em Nova Iorque alguma vez levado à tela. “Taxi Driver”, reconhecido como brilhante pela crítica em geral, recebeu quatro nomeações para os Óscares, incluindo a de Melhor Filme. Este sucesso levou Scorsese a arriscar com o seu primeiro projecto arrojado, “New York, New York”, tributo musical à sua cidade natal, que acabou por ser um enorme fracasso de bilheteira, o que o arrastou para uma depressão nervosa. Ainda assim, voltou a arriscar e em 1978 acabou por assinar um dos melhores filmes de rock de sempre – “The Last Waltz”, que documenta o último concerto dos The Band. No mesmo ano realizou também um outro documentário, “American Boy”.
O seu estado de saúde precário e a crença de que teria tempo para uma mais produção apenas leva-o a “Raging Bull”, a segunda obra-prima de Scorsese, que recebeu oito nomeações para os Óscares, entre as quais Melhor Filme, Melhor Actor e, pela primeira vez, a Melhor Realizador. Robert De Niro ganhou, mas Scorsese perdeu para o primeiro filme de Robert Redford, “Ordinary People”. Esta derrota inesperada atirou Scorsese para longe da ribalta por uns tempos.
Até meio dos anos 80, Scorsese fez mais três filmes ditos menores – “The King Of Comedy”, “After Hours” e “The Color Of Money”. Contudo, este último, protagonizado por Newman e Cruise, acaba por dar a Newman o seu primeiro Óscar como actor principal, apontando novamente as luzes da grande indústria para Scorsese, o que lhe permitiu iniciar o projecto que provavelmente tinha na cabeça desde a altura em que se lembrou de ser padre – “The Last Temptation Of Christ”.
Scorsese filmou “The Last Temptation Of Christ” dotado de um pequeno orçamento, prevendo a controvérsia que vinha a caminho e o inevitável fracasso comercial. Estava certo quanto à controvérsia, mas completamente errado quanto ao resto – multiplicaram-se as manifestações nacionais contra e a favor do filme, numa proporção nunca antes vista, levando Scorsese à sua segunda nomeação para melhor realizador, que no entanto viria a perder novamente para um novato, desta feita Barry Levinson. Os apoios multiplicaram-se, vindo de todos quadrantes, inclusivé de importantes figuras públicas, e daí até ao “Goodfellas”, em 1990, foi um pequeno passo. Este acabaria por se tornar no seu filme mais visto de sempre.
Em “Goodfellas”, Scorsese regressa à sua Nova Iorque e aos seus actores-fetiche – Robert De Niro e Joe Pesci. O filme, que relata a vida de um gangster (Scorsese, à boa maneira católica, parece mover-se à base de fixações, seja com temas ou com actores), foi considerado o melhor filme sobre a máfia desde “Godfather”, consagrando Scorsese, de uma vez por todas, como um dos melhores realizadores de sempre. Voltou a ser nomeado para melhor realizador, mas volta, pela terceira vez, a perder para um estreante - Kevin Costner, com “Dances with Wolves”.
Seguiu-se “Cape Fear”, remake de um thriller de 1963, que veio provar que os êxitos de bilheteira não tinham abandonado Scorsese de vez. No entanto, a sua obra continuava a pautar-se mais pela aclamação da crítica, que pelo êxito comercial. “The Age of Innocence”, onde dirigiu Michelle Pfeiffer, Winona Ryder e Daniel Day-Lewis, e “Kundun”, considerado como o seu trabalho que mais se afasta do mainstream, são exemplos paradigmáticos disso mesmo. Na década de 90, registam-se ainda algumas aparições como actor em filmes como “Quiz Show” ou “Search And Destroy”. Ajudou na revelação de novos talentos. Revisitou “Taxi Driver” com “Bringing Out The Dead”, enquanto a crítica afirmava que “Casino” era o retorno de “Goodfellas”.
A produção de “Gangs of New York”, de 2002, foi considerada como a sua aventura mais arriscada. Filmado originalmente para sair no Inverno de 2001 e entrar na corrida aos Óscares, Scorsese acabou por adiar a produção final até ao início de 2002. Consequentemente, o estúdio adiou-o quase um ano para não perder o comboio dos Óscares. O orçamento ultrapassou os 100 milhões de dólares, tornando-se no trabalho mais dispendioso de Scorsese. As críticas ao filme foram moderadamente positivas, mas apesar de tudo acabou por receber dez nomeações para os Óscares. Recebeu a sua quarta nomeação para Melhor Realizador, o que levou a que se pensasse que seria desta vez que Scorsese iria arrecadar o prémio. Porém, à boa maneira de Peseiro, acabou por perder novamente, desta vez para Polanski (“The Pianist”).
É com “Gangs of New York” que nasce o novo e último fetiche de Scorsese – Leonardo Di Caprio. “The Aviator”, que contava a vida do excêntrico milionário Howard Hughes, foi o filme que se seguiu. Este projecto (de Di Caprio), roubado a Michael Mann, era extremamente pretensioso, mas também demasiado hollywoodesco, logo, óptimo para agradar a Academia – resultou em onze nomeações, entre as quais Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor, arrecadando cinco prémios. No entanto, Scorsese perde novamente, desta vez para Clint Eastwood com “Million Dollar Baby”.
Em 2006, onze anos depois de “Casino”, volta novamente ao universo das violentas sagas mafiosas com “The Departed”. Este filme, como já li por aí, “funciona como uma surpreendente síntese”, talvez apódose de si próprio. A história passa-se em Boston e o elenco é de luxo – Leonardo Di Caprio, Jack Nicholson (que supostamente substitui Robert De Niro), Matt Damon, Mark Wahlberg, Alec Baldwin, entre outros, e é uma adaptação do filme asiático (Hong Kong) “Internal Affairs”. A aclamação por parte da crítica voltou com “The Departed” deixando-o, novamente, na pole position para vencer o Óscar para melhor realizador. E foi mesmo desta que Scorsese acabou por ganhar, arrecadando ainda as estatuetas para o melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor trabalho de edição, embora muitos afirmem tratar-se esta vitória de uma distinção da sua carreira.
Quanto ao futuro de Marty, encontra-se já em fase de pós-produção o documentário sobre os Stones – “Untitled Stones”. Para 2008, já estão programados mais dois filmes – “Silence” e “The Rise of Theodore Roosevelt”.
Apesar de não o ter mencionado ainda, é importante referir que as nomeações e os prémios choveram vindos de todos os lados - Cannes, Berlim, Baftas, entre dezenas de outros prémios e nomeações. Pode dizer-se que a carreira de Scorsese se arrastou pela linha que separa os filmes independentes do mainstream, conseguindo alguns filmes brilhantes que já marcaram a história do cinema, entre outros menos conseguidos, feitos para agradar e para conseguir o tal Óscar (que também se tornou em mais uma das suas obsessões).Finalmente levou o Óscar para casa. Resta agora perguntar o que é que Scorsese ainda tem para nos presentear. De qualquer forma, e por agora, podemos afirmar que Scorsese é o último rei de Hollywood.
quinta-feira, março 29, 2007
Requisitos para ser gestor público
quarta-feira, março 28, 2007
Mão Morta - Cão da Morte
Numa altura em que o nosso querido exíguo ditador, ou lá como lhe quiserem chamar, está de volta, senti-me na obrigação de relembrar este excelente tema dos Mão Morta.
terça-feira, março 27, 2007
Sentimentalismos
segunda-feira, março 26, 2007
El Laberinto del Fauno (2006)
É verdade que nos campos técnicos, como a fotografia ou a caracterização (com algumas excepções) o filme está realmente acima da média, até pelo facto de estar longe do budget de grandes produções. No entanto, perde imenso pelo argumento - ele próprio um (mau) labirinto. É algo confuso, a articulação entre as duas histórias - o mundo real e o fantástico - é mal conseguida, a alusão à guerra civil espanhola e ao regime franquista é confusa e demasiado simplista, as personagens são por vezes algo vazias e a moral (ou pelo menos o caminho que nos leva a essa moral) é talvez forçada. Del Toro procurou o filme inaudito, mas não o conseguiu! 6,5/10
Trogloditismos
domingo, março 25, 2007
I know not what tomorrow will bring (Fernando Pessoa)
Fernando Pessoa foi mais de setenta escritores, das suas mão brotou, muito provavelmente, o maior legado literário que alguém alguma vez deixou. Escreveu de todas as formas, em todos os estilos, sobre tudo o que havia para escrever e sempre com uma qualidade a roçar o brilhante, quando não ultrapassava tal desígnio. Tal genialidade ainda não vi, senti ou li em lado algum. Para mim é o maior poeta do mundo, um dos maiores escritores que alguma vez existiu, e o maior português de sempre.CocoRosie - by your side
Das melhores músicas que ouvi nos últimos anos (e que mais ouvi). Música de um estranho intimismo minimalista e naif! (O novo álbum já anda por aí...)
quinta-feira, março 22, 2007
Armchair Apocrypha, Andrew bird
Nota: 8,5/10Género: indie pop rock;
Editora: Fargo Records;
quarta-feira, março 21, 2007
Dia Mundial da Poesia
"Súbita, uma angústia...
Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus propósitos todos!
Uma angústia,
Uma desconsolação da epiderme da alma,
Um deixar cair os braços ao sol-pôr do esforço...
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o sinto faltar-me no estômago e na
circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa no cérebro?
Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir...
E--xis--tir ...
Meu Deus! Que budismo me esfria no sangue!
Renunciar de portas todas abertas,
Perante a paisagem todas as paisagens,
Sem esperança, em liberdade,
Sem nexo,
Acidente da inconseqüência da superfície das coisas,
Monótono mas dorminhoco,
E que brisas quando as portas e as janelas estão todas abertas!
Que verão agradável dos outros!
Dêem-me de beber, que não tenho sede!"
Stranger than fiction
Diz-se que o sal em demasia faz mal à saúde...cada vez mais tenho a certeza que uma vida sem sal faz infinitamente pior. Simplicidades
segunda-feira, março 19, 2007
Neon Bible, The Arcade Fire

Editora: Sonovox;
sábado, março 17, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Pérola do dia (Julian Fane)
Descobri hoje uma excelente pérola - Julian Fane. Vem do Canadá (dada a enchorrada de excelentes músicos e bandas provenientes deste país nos últimos anos, pergunto-me - o que é que se anda a comer no Canadá??) e a sua sonoridade lembra Sigur Rós, Radiohead, Fourtet...Editou agora o segundo álbum, "Our new quarters", que já chegou a Portugal. A ouvir (com atenção). Os Lcd Soundsystem também vêm...

Os LCD Soundsystem virão apresentar o recente «Sound Of Silver», enquanto os Underwold devem percorrer alguns dos melhores momentos da sua carreira.
Este podia ter sido o meu post ao mundo
No News of it is had abroad -
Nor History - record it -
(Emily Dickinson)
terça-feira, março 13, 2007
Tenho sede de lítio
Lenz, Georg Buchner
"Por vezes apenas, quando a tempestade lançava nos vales as nuvens e elas se dissipavam pela floresta acima, e as vozes despertavam nos penhascos, primeiro como um trovão longínquo que se extingue, depois mais perto, rugindo com violência, por sons, como se no júbilo feroz quisessem celebrar a terra, e quando as nuvens explodiam como cavalos selvagens a relinchar, e quando aluz do sol as atravessava, e chegava, e desembainhava a sua espada resplandecente sobre as superfícies cobertas de neve, para que por cima dos cumes uma luz brilhante e ofuscante viesse cortar os vales; ou quando a tempestade puxava as nuvens para baixo e fendia um lago azul luminoso, e quando em seguida o vento se extinguia, e das profundezas dos desfiladeiros, dos cumes dos abetos, sussurrava para o alto, como uma canção de embalar e um repique de sinos, e quando subia pelo profundo azul um suave vermelho, e quando pequenas nuvens passavam sobre asas de prata, e todos os cumes das montanhas, cortantes e firmes , irradiavam e brilhavam muito para além da região, o seu peito dilacerou-se, deteve-se, ofegante, com o corpo curvado, os olhos e a boca escancarados, pensava ter de chamar a si a tempestade, conter em si o universo, estirou-se e ficou deitado sobre a terra, enfiava-se pelo universo adentro, era um prazer que lhe fazia mal; ou então mantinha-se imóvel, e deitava a cabeçano musgo e semicerrava os olhos, e então tudo era puxado para longe dele, a terra cedia debaixo dele, tornava-se pequena como uma estrela errante, e submergia num curso de água tumultuoso,que fazia correr debaixo dele a sua torrente translúcida. Mas eram apenas instantes, e então levantava-se, taciturno, determinado, sereno, como se diante dele tivesse passado um teatro de sombras, e esquecia-se de tudo."Low no Santiago Alquimista

segunda-feira, março 12, 2007
sábado, março 10, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
Kill The Vultures (Live Abbatoirs)
Vindos dos confins de Minneapolis, trazem-nos samples do inferno - Kill the Vultures - Hip Hop para quem não gosta de Hip Hop.
Assim não há ordenado que resista!
quinta-feira, março 08, 2007
Yann Tiersen o Polivalente

quarta-feira, março 07, 2007
As Vidas dos Outros

Ponho-me a pensar em quantos Aristides, Wieslers, Schindlers haverá por esse mundo fora?! Provavelmente muitos...Vou dormir triste, mas também feliz!
Nota: 9/10
terça-feira, março 06, 2007
Mais um...
Metallica - One
Dizem que o novo álbum está de volta às origens...será mesmo?! Eu até gostava...
Diz que é o melhor Super Bock Super Rock de sempre...será mesmo?! Eu até gostava...
Wolfmother - White Unicorn
Mais um bom concerto em Portugal...já não sei o que fazer...tenho de ganhar o euromilhões!
segunda-feira, março 05, 2007
sábado, março 03, 2007
LIGHTNING BOLT - Halloween 2003 @ Pink Rabbit (Providence)
Eu quero estes tipos em Portugal já! (e os da assistência também podem vir...)
sexta-feira, março 02, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
Andrew Bird em Portugal
Grinderman - No Pussy Blues
Sente-se a testosterona, quente, a galgar corpos...as respirações, ofegantes, correm de corpos para corpos tranpirados de voluptuosidade e sedentos de lábios e prazer...
























