domingo, junho 17, 2007

Ok Computer, Radiohead

Fez dez anos um dos melhores álbuns de uma das melhores bandas de sempre.

sábado, junho 16, 2007

baixistas

E não é que a minha namorada faz lembrar a nova baixista dos Smashing!!?

quinta-feira, junho 14, 2007

The White Stripes - Icky Thump

Este é o novo single dos white Stripes. Esta é a música bode expiatório da crítica nos últimos tempos.
Talvez seja demasiado incoerente, mas pelo menos é descomplexada! Eu gosto.

quarta-feira, junho 13, 2007

Futilidade musical

A sociedade melómana actual irrita-me imenso. Irritam-me também os preconceitos característicos dessa mesma sociedade. Irrita-me ainda o facto de pedestalizarem bandas emergentes, no fundo bandas da moda, usarem-nas convulsivamente, até porque "é fixe", e logo depois deitarem-nas fora, esquecendo no imediato que existiram e o que antes haviam considerado. É a futilidade aplicada ao mundo da música.

sábado, junho 09, 2007

White Stripes (Alive!)

Get Portugal behind satan.

The Smashing Pumpins (Alive!)

Será que ainda conseguem dar concertos épicos?






domingo, junho 03, 2007

THEE STRANDED HORSE (Live) @ POINT EPHEMERE

Será o novo John Fahey??

Feira do Livro - O pátio maldito, Ivo Andric

"Frei Petar, monge bósnio cristão, é preso por engano e encarcerado na prisão de pior reputação duma Istambul sob o Império Otomano: "O Pátio Maldito". Nesta, cruzam-se assassinos, violadores, assaltantes, conspiradores, mas também inocentes e falsamente acusados de todas as classes e religiões, cada qual com um percurso, uma história e várias mentiras. Entre ódios e recordações vão-se misturando presente e passado, realidade e ficção, numa história de histórias.
Este livro, considerado a obra-prima de Ivo Andric, único prémio Nobel jugoslavo, é uma notável metáfora sobre a harmonia entre os homens em condições adversas. No estilo que o celebrizou, Andric descreve os processos pelos quais a História se entranha na vida dos indivíduos e neles se reflecte, num eterno jogo entre o particular e o universal, ao mesmo tempo que põe a nu a raiz dos conflitos que têm assolado os Balcãs ao longo dos séculos."

quinta-feira, maio 31, 2007

Interpol - Evil

Half Nelson

(Argumento) "Dan Dunne (Ryan Gosling) é um jovem professor que a cada dia que passa vê os seus ideais desvanecerem perante a realidade. Todos os dias ele tenta entusiasmar os seus alunos de 13 e 14 anos, rejeitando uma abordagem convencional e tentado fazê-los perceber como ocorrem as mudanças e que eles são capazes de pensar por eles próprios. Apesar de brilhante e dinâmico na sala de aula, Dan passa a maioria do tempo fora dela inconsciente. As suas desilusões tornaram-no toxicodependente, numa dependência cada vez mais grave. Ele balança entre as aulas e as ressacas, mas um dia é descoberto por Drey, uma das suas alunas. Apesar da diferença de idades e situações, daí nasce uma amizade cúmplice que transforma as suas vidas. "Half Nelson" ganhou os Prémios do Júri nos Festivais de Locarno e Deauville e Ryan Gosling está nomeado para Melhor Actor nos Óscares."


Apesar de o argumento parecer à primeira vista algo cliché, na verdade, o filme é até bastante bom, pautando-se a história por uma simplicidade superficial engolfada numa glosatória complexidade composta por variados sentimentos contraditórios. (Que frase imbecil, enfim...).

A música é de uma das melhores bandas actuais. Broken Social Scene (conjunto de vários dos melhores músicos actuais). Uma das minhas bandas preferidas actuais.

Gostei. Estranho. (O filme). Bastante bom.

8/10

terça-feira, maio 29, 2007

Jeffrey Scott Buckley (November 17, 1966 – May 29, 1997)

Jeffrey Scott Buckley (November 17, 1966 – May 29, 1997)

"Unforgiven" ("Last Goodbye")
This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die
But its over
Just hear this and then Ill go
You gave me more to live for
More than youll ever know
This is our last embrace
Must I dream and always see your face
Why cant we overcome this wall
Well, maybe its just because I didnt know you at all
Kiss me, please kiss me
But kiss me out of desire, babe, and not consolation
You know it makes me so angry cause I know that in time
Ill only make you cry, this is our last goodbye
Did you say no, this cant happen to me,
And did you rush to the phone to call
Was there a voice unkind in the back of your mind
Saying maybe you didnt know him at all
You didnt know him at all, oh, you didnt know
Well, the bells out in the church tower chime
Burning clues into this heart of mine
Thinking so hard on her soft eyes and the memories
Offer signs that its over... its over

sexta-feira, maio 25, 2007

quarta-feira, maio 23, 2007

Stiltskin - Inside

Quem se lembra dos Stiltskin??

Quem se lembra dos Stiltskin?? Estava eu numa de revisitação pueril e lembrei-me desta banda. Era eu um puto (aliás, ainda sou), estavamos em 94 ou 95, já não me recordo ao certo do ano, e eu andava a descobrir os radiohead, smashing pumpkins, REM e mais umas bandas da altura, tudo apertadamente incluso numa cassete que me tinham emprestado, e não sei muito bem porquê mas adorava esta música, embora nunca tenha sabido de quem se tratava. Há uns tempos (há três ou quatro anos), descobri a cassete no fundo de um empoeirado baú que tinha lá para casa (apeteceu-me inventar isto...) e após ter reouvido algumas vezes a algo olvidada música lembrei-me que a talvez se podesse chamar "inside" - Bingo...Logo depois, graças à modernice da internet diga-se, não foi particularmente díficil descobrir mais sobre os Stiltskin. Parece que eram uma espécie arremedo dos Pumpkins (consta)...Aliás, consta também que num concerto em Berlim, acabando a actuação, o Corgan envergou um cartaz que dizia "hi, we're stiltskin". A banda acabou por desaparecer antes ainda de editar um segundo álbum. Pelos vistos, editou-o em meados de 2006, nomenclado de "She", embora pelo que li na actual banda resta apenas o vocalista da altura, o Ray Wilson...

segunda-feira, maio 21, 2007

They were trying to be heroic

A apresentação em Portugal de "Weekend in the city" serviu para calar as tetrápodes vozes críticas, que têm desconsiderado o segundo álbum dos britânicos porque...sim! Que este álbum não é tão bom como o "Silent alarm" ninguém põe em causa, porém parece-me extremamente exagerado o geral descrédito que lhe tem sido atribuido.
Foi um excelente concerto, que teve o seu auge com o tema "shes hearing voices", em que o estrepitante Okereke só faltou acompanhar o público no crowd surfing...de resto, no geral o concerto foi todo óptimo, ficando, em especial, no ouvido músicas como "banquet", "the prayer", "like eating glass", "so here we are", "hunting for witches" ou a "pioneers", que fechou o concerto. Só faltou mesmo a "two more years".
Reclamam a herança do pós-punk...legalmente não sei se terão razão, contudo parece-me um interessantíssimo problema sucessório que não me importaria em nada de resolver. Que são uma das melhores bandas actuais não tenho quaisquer dúvidas!
8,5/10

domingo, maio 20, 2007

Evan Parker no CCB

A desconstrução jazzística de Evan Parker esteve no CCB.

Noites quentes de quinta-feira regadas com jazz e imperial no CCB - um bom programa...



segunda-feira, maio 14, 2007

domingo, maio 13, 2007

O twist invade Lisboa

"Aquilo era uma loucura. Eu partia tudo. Todas as casas onde actuava abarrotavam de pessoas desejosas de me tocarem. Muitas vezes fui para o camarim todo rasgado, e até em cuecas"

Victor Gomes e os Gatos Negros - A cena!

New Moon, Elliot Smith

"New Moon" é o (segundo) álbum póstumo de Elliot Smith, que desapareceu em 2003. Este disco reúne 24 demos gravadas entre 1995 e 1997, reunidas agora por Larry Crane. Encaro (e compreendo?!) este álbum como uma espécie de síntese de uma obra, talvez, um pouco esquecida na prolífera década de 90. Confesso que eu próprio apenas o descobri tarde demais...As músicas compiladas em "New Moon" ultrapassam uns míseros lados b. Pelo contrário, dada a qualidade, são verdadeiros lados a, tão essenciais quanto a sua discografia. É quase noite, uma fina tristeza toma conta de mim, "there's a riot coming", de repente a minha viola entra rubidamente num grave espirilar de canções - O Elliot não morreu! A sua música é composta por excelentes arranjos, perfeitas letras (poesia), acompanhadas dos obsidiados arrepios e das indispensáveis lágrimas que o seu perfeito dedilhar e melífera voz provocam. Estamos perante perfeição. A par de Buckley e Kobain, Elliot é mais um dos mitos perdidos pela década de 90. Imagino uma super banda composta por estes três...
8,5/10

Young Modern, Silverchair

Os Silverchair estão de volta! Sim, aqueles putos que com 16 anos fizeram um "Frog Stomp". O grunge já lá vai, e agora são pop! Ser pop é fixe, ganhamos uns trocos, comemos umas gajas...Bem, eu não tenho grande paciência, e não se trata de nenhum preconceito, porém apesar de não ser um álbum muito mau, a verdade é que não traz nada de novo em aspecto nenhum. Daniel eras bem mais fixe quando tentavas imitar o Kurt!
5/10

Woke on a wholeheart, Bill Callahan

Os Smog são uma das minhas (actuais) bandas fetiche. A voz do Callahan é uma das que mais me arrepia. A tristeza que transparece apanhou-me desde o primeiro momento. Este é um álbum estranho. É alegria. Das duas uma, ou o Callahan está perdidamente apaixonado ou então está velho. Trata-se de um excelente álbum, de uma irradiante harmonia polífona, que pode resumir-se no tema “Diamond dancer” – extremamente viciante! Posso e devo afirmar que se trata de um óptimo substituto de serotonina… (Medicamente) aconselhado.
8/10


Baby 81, Black Rebel Motorcycle Club

A verdade é que tenho um gosto especial pelos BRMC, a verdade é que tenho um gosto especial pelo rock'n'roll, a verdade é que também perguntei a mim mesmo por mais de duas mil e quinhentas vezes - "whatever happenened to my rock'n'roll"...Depois do rock'n'folk de Howl, eles estão de volta com "Baby 81", e estão de volta ao rock de turbilhão frenético (e motard) - quais sonorosos concertos de riffs! A escuridão voltou e ainda bem...bem, vou vestir o blusão de cabedal e aumentar o volume.
"She's seventeen, she's got everything she needs to loose"
8/10


No Surprises

"A heart that's full up like a landfill,
a job that slowly kills you,
bruises that won't heal.
You look so tired-unhappy,
bring down the government,
they don't, they don't speak for us."

quinta-feira, maio 10, 2007

Imogen Heap - Hide And Seek

Enrubesço desbragadamente ao som desta música. Percorro sonorosamente o passado num frenesim. Desvaneço e adormeço.

quarta-feira, maio 09, 2007

Climbing up the walls

""Climbing Up the Walls" is a song by Radiohead, from the band's 1997 album OK Computer.
The song is often considered one of Radiohead's more disturbing pieces, and is based more around synthesiser than other songs on OK Computer. The chords used in the main riff are B minor, G major, then E minor. The string section of the song, composed by guitarist Jonny Greenwood alone, features 16 different violinists playing quarter tones apart from each other. "For the 'white noise' flashes at the end, we used 16 violins that were just not playing the same. It may sound blasé but we were a bit fed up with rock arrangements. They haven't evolved since Eleanor Rigby of the The Beatles. We discoverd the Polish composer Penderecki. Since than, all we do is steal from him! (smiles)".
The song opens with a few moments of atmospheric white noise. Before being played live, Jonny pulls out a small shortwave radio transmitter, and begins tuning it to different stations. During the band's soundchecks, Jonny locates classical or spoken word radio stations, such as BBC Radio 4, and uses them to introduce "Climbing Up the Walls". He comments on this, saying "I spend about 20 minutes tuning in some local radio stations before the show, theres always the danger that Huey Lewis and the News are going to turn up in an inappropriate part of the song, but that’s all part of the fun, I suppose". The band use a similar process in live performances of their later song "The National Anthem".
Thom Yorke has commented on the song, saying "This is about the unspeakable. Literally skull-crushing. I used to work in a mental hospital around the time that Care in the Community started, and we all just knew what was going to happen. And it's one of the scariest things to happen in this country, because a lot of them weren't just harmless... It was hailing violently when we recorded this. It seemed to add to the mood. Some people can't sleep with the curtains open in case they see the eyes they imagine in their heads every night burning through the glass. Lots of people have panic buttons fitted in their bedrooms so they can reach over and set the alarm off without disturbing the intruder. This song is about the cupboard monster".
The distant scream heard at the end of this song is caused by Thom flipping his acoustic guitar up to his face and screaming into it, creating the distorted and hollow effect for his vocals."

domingo, maio 06, 2007

My Blueberry Nights


Quando finda verdadeiramente a Academia?

Será que quem acabou o curso sem nunca sequer ter ido a Coimbra acabou-o realmente?

quinta-feira, maio 03, 2007

Pode ser que durma melhor...


1- Bloodstone, Amon Tobin
2- Shut your eyes - Shout Out Louds
3- Just another thing to dust - Papercuts
4- Diamond dancer - Bill Callahan
5- Am i only - Black Rebel Motorcycle Club
6- Kingdom of hearts - The Ponys
7- Cheap like Sebastien - Apostle of Hustle
8- Sad song - Au Revoir Simone
9- Complete or completing - Annuals
10- Going to a town - Rufus Wainwright

terça-feira, maio 01, 2007

A sociedade dos encómios

A dardejante facilidade com que hoje se utiliza a palavra "genial" faz-me imensa confusão (para não falar de uma certa náusea). Esta triste realidade leva-me a acreditar que actualmente vivemos na sociedade dos (neo-pós-alternativo-qualquercoisa) encómios.
Aparece um tipo qualquer, que até tem bom gosto, pega num pc, junta uns sons, provavelmente construídos por outro, junta tudo, mistura bem, muito bem, junta-lhe sal e pimenta (e dois caldos knorr de frango), et voilá - Genial, Brilhante...Pergunto-me constantemente sobre o que será que os Beethovens, Mozarts e outros pensariam disto...

quarta-feira, abril 25, 2007

A Invenção de Morel (Adolfo Bioy Casares)

"Compreendia agora que os romancistas nos proponham fantasmas que se lamentam. Os mortos continuam entre os vivos. Custa-lhes mudar de costumes, renunciar ao tabaco, ao prestígio de violadores de mulheres. Fiquei horrorizado (pensei com teatralidade interior) por ser invisível; horrorizado por Faustine, próxima, estar noutro planeta; mas estou morto, estou fora de alcance; todas as soluções medonhas são apenas esperanças frustradas.
A manipulação destas ideias provocava-me uma euforia crescente. À noite sonhei o seguinte: estava num manicómio. Depois de uma longa consulta (o processo?) com um médico, aminha familia levara-me para ali. O director era Morel. Por momentos eu sabia que estava na ilha; por momentos , julgava estar no manicómio; por momentos, era eu o director do manicómio.
Não acho indispensável tomar um sonho pela realidade, nem a realidade por loucura."

sábado, abril 21, 2007

quarta-feira, abril 18, 2007

Rogue wave -Eyes

Será possível um simples video conseguir revisitar/representar tão bem o passado?

Publish My Love - Rogue Wave

Confesso - também vejo a O.C.

Richard Swift - Kisses For The Misses

Por vezes pergunto-me sobre qual o verdadeiro significado que retiramos (podemos retirar)de uma simples data...

Documentário português sobre burros premiado em Budapeste

A curta-metragem «Onze burros caem no estômago vazio», de Tiago Pereira, filme baseado em histórias com burros no nordeste transmontano, ganhou, no fim-de-semana, em Budapeste, o prémio para o melhor documentário etnográfico europeu, disse hoje à Lusa o realizador.
Não, não vou fazer qualquer piada ligando este documentário, o Primeiro-Ministro e a Independente...

terça-feira, abril 17, 2007

Hotel Ruanda

Distinguem-se em Ruanda dois grupos étnicos: a maioria hutu e o grupo minoritário de tutsis. Desde a independência do país da Bélgica, os seus líderes sempre foram tutsis, num contexto de rivalidade étnica agravada com o tempo devido à escassez de terras e à fraca economia nacional, sustentada pela exportação de café. Em 1989, o preço mundial do café reduziu-se em 50%, e o Ruanda perdeu 40% de sua renda com exportação. Nesta época, o país enfrentou sua maior crise alimentícia dos últimos 50 anos, e ao mesmo tempo aumentava os gastos militares em detrimento a investimentos em infra-estrutura e serviços públicos.
Em outubro de 1990, a Frente Patriótica Ruandesa, composta por exilados tutsis expulsos do país por hutus com o apoio do exército, invade o Ruanda pela fronteira com o Uganda. Em 1993, os dois países firmam um acordo de paz, o Acordo de Arusha.
Cria-se no Ruanda um governo de transição, composto por hutus e tutsis.
Em 1994 as tropas hutus, chamadas Interahamwe, são treinadas e equipadas pelo exército ruandês entre arengas e ânimos à confrontação com os tutsis por parte da Radio Télévision Libre de Mille Collines (RTLM) dirigida pelas facções hutus mais extremas. Estas mensagens incidiam nas diferenças que separavam ambos os grupos étnicos e, ao passo que o conflito avança, os apelos à confrontação e à "caça do tutsi" tornaram-se mais explícitos, designadamente desde o mês de abril, em que se fez circular o boato de a minoria tutsi planejar um genocídio contra os hutus.
O genocídio foi financiado, pelo menos parcialmente, com o dinheiro apropriado de programas de ajuda internacionais, tais como o financiamento fornecido pelo Banco Mundial e o FMI sob um Programa de Ajuste Estrutural. Estima-se que 134 milhões de dólares foram gastos na preparação do genocídio no Ruanda - uma das nações mais pobres da terra - com 4,6 milhões de dólares gastos somente em facões, enxadas, machados, lâminas e martelos. Estima-se que tal despesa permitiu a distribuição de um novo facão a cada três varões Hutus.
Segundo Melvern, o primeiro-ministro do Ruanda, Jean Kambanda, revelou que o genocídio foi discutido abertamente em reuniões de gabinete, e uma ministra de gabinete disse que ela estava "pessoalmente a favor de conseguir livrar-se de todo os Tutsis... sem os Tutsis todos os problemas do Ruanda desapareceriam".
Em Abril de 1994 a morte num atentado ao avião do presidente Juvenal Habyarimana e o avanço da Frente Patriótica Ruandesa produziu uma série de massacres no país contra os tutsis, e causou um deslocamento maciço de pessoas para campos de refugiados situados na fronteira com os países vizinhos, em especial o Zaire (hoje Congo). Em Agosto de 1995 tropas do Zaire tentam expulsar estes refugiados para o Ruanda. Catorze mil pessoas são devolvidas ao Ruanda, enquanto que outras 150.000 se refugiam nas montanhas. Mais de 500.000 pessoas foram assassinadas e quase cada uma das mulheres que sobreviveram ao genocídio foram violentadas. Muitos dos 5.000 meninos nascidos dessas violações foram assassinados.
Talvez nunca se venha a saber quantos mortos provocou. Calcula-se entre 800.000 e 1.000.000. Se foram 800.000 equivaleriam aos 11 por cento do total da população e 4/5 dos tutsis que viviam no país. Tão pouco se sabe quantas vítimas provocou a vingança tutsi. Embora se fale do "outro genocídio", parece que não é absolutamente comparável. (wikipédia)

7,5/10

Cold War Kids - Hang me up to dry

Tem sido como cocaína nos últimos dias...

Panda Bear - acabou quase em B.Leza

Foi um bom concerto. teve momentos muito bons, outros mais entediantes, mas no geral gostei!
Perdi-me por vezes na minha propria estupidez e senti-me um verdadeiro guerreiro vietnamita perdido pela selva, e também imbecil por pensar tudo isto...enfim.
Após o final do concerto, uma rouca e gutural voz, afinada por uma leve pronúncia africana afirmou - "BOA NOITE, BEM VINDOS AO B.LEZA...". Poderia e deveria ter sido o culminar de uma grande noite, perdido entre imperiais e batidas africanas, mas infelizmente tive de ir embora...
Ou seja, acabou tudo quase em B.Leza.
7/10

Engenheiro

Diz que este também é engenheiro.

Eu até aposto que adivinho em que estabelecimento este sr. se licenciou!

segunda-feira, abril 16, 2007

TV On The Radio e The Gossip no SBSR

"Os TV On The Radio e os Gossip vão estrear-se em Portugal no dia 5 de Julho para actuar no Festival Super Bock Super Rock."
Estes vão ser os 80 euros melhor gastos de sempre!

quinta-feira, abril 05, 2007

ESGOTADO!

Estar cevado em caniça e também, de certa forma, encolerizado - chegar à ANANANA às 15h50 e ver na porta um pequeno e melifero papel que, referindo-se ao concerto de Bonnie Prince Billie a decorrer esta noite, grita: ESGOTADO!

quarta-feira, abril 04, 2007

Annuals - brother

Da estranha e oclusa nostalgia - comissura do meu sono de hoje e outros.

Excelente banda, excelente álbum, excelente dica do puto!

Falta uma flor, mas antes de arrancada

"falta aqui uma grande razão
uma razão que não seja só uma palavra
ou um coração
ou um meneio de cabeças após o regozijo
ou um risco na mão
ou um cão
ou um braço para a história
da imaginação"

The Cure - Maybe Someday

"If i could do it again maybe just once more
think i could make it work like i did it before
if i could try it out
if i could just be sure
that maybe someday is the last time
yeah maybe someday is the end
oh maybe someday is when it all stops
or maybe someday always comes again..."

terça-feira, abril 03, 2007

sábado, março 31, 2007

The Last King of Hollywood

“It seems to me that any sensible person must see that violence does not change the world and if it does, then only temporarily.” (Martin Scorsese)

Martin Scorsese, ou Marty, como usualmente lhe chamam, americano de ascendência siciliana, nascido em Nova Iorque num bairro controlado pelo crime organizado (a violência que vemos nos seus filmes foi, no fundo, aquilo que presenciou na vida real) é também um católico fatalista – aliás, até descobrir a sétima arte, queria ser padre. Acabou por frequentar a escola de cinema da Universidade de Nova Iorque, começando a sua carreira com a realização de curtas-metragens, como “The Big Shave”, que marca o início da sua fama.
A sua filmografia caracteriza-se pela revisitação constante do mundo dos gangsters, do humor negro e macabro, da violência, de um pessimismo realista quando filma a América e de um caos quase elíptico que escatologicamente representa aquela que é a sua moral.
A sua primeira longa-metragem, “Who´s That Knocking At My Door”, realizada a meias com o seu colega Harvey Keitel, trouxe-lhe o reconhecimento dos “movie brats” (Coppola, Lucas e de Palma) que conjecturavam na altura para tomar a dilacerada Hollywood dos anos 70. Na verdade, foi Brian De Palma que o apresentou a Robert De Niro, de quem se tornou amigo íntimo e colaborador assíduo a partir daí – “Mean Streets”, “Taxi Driver”; “New York, New York”, “Raging Bull”, “The King of Comedy”; “Goodfellas”, “Cape Fear” e “Casino”.
Em 1972, realizou “Boxcar Bertha” para o famoso produtor de filmes série B, Roger Corman, o mesmo que também deu a primeira oportunidade a Coppola. “Boxcar Bertha” ensinou Scorsese a fazer filmes baratos e depressa, preparando-o para o seu primeiro filme com De Niro – “Mean Streets”. Este último, aclamado pela crítica, foi o início do estrelato de Scorsese e de Niro. Seguidamente, em 1974, a actriz Ellen Bustyn convida-o para dirigir o (seu) filme “Alice Doesn’t Live Here Anymore”, com o qual ganha o Óscar de Melhor Actriz. Em 1976, Scorsese deixou o mundo do cinema de boca aberta com “Taxi Driver”. O filme é protagonizado por Robert De Niro e Jodie Foster, que têm performances brilhantes, num retrato considerado dos mais violentos e crus sobre a vida em Nova Iorque alguma vez levado à tela. “Taxi Driver”, reconhecido como brilhante pela crítica em geral, recebeu quatro nomeações para os Óscares, incluindo a de Melhor Filme. Este sucesso levou Scorsese a arriscar com o seu primeiro projecto arrojado, “New York, New York”, tributo musical à sua cidade natal, que acabou por ser um enorme fracasso de bilheteira, o que o arrastou para uma depressão nervosa. Ainda assim, voltou a arriscar e em 1978 acabou por assinar um dos melhores filmes de rock de sempre – “The Last Waltz”, que documenta o último concerto dos The Band. No mesmo ano realizou também um outro documentário, “American Boy”.
O seu estado de saúde precário e a crença de que teria tempo para uma mais produção apenas leva-o a “Raging Bull”, a segunda obra-prima de Scorsese, que recebeu oito nomeações para os Óscares, entre as quais Melhor Filme, Melhor Actor e, pela primeira vez, a Melhor Realizador. Robert De Niro ganhou, mas Scorsese perdeu para o primeiro filme de Robert Redford, “Ordinary People”. Esta derrota inesperada atirou Scorsese para longe da ribalta por uns tempos.
Até meio dos anos 80, Scorsese fez mais três filmes ditos menores – “The King Of Comedy”, “After Hours” e “The Color Of Money”. Contudo, este último, protagonizado por Newman e Cruise, acaba por dar a Newman o seu primeiro Óscar como actor principal, apontando novamente as luzes da grande indústria para Scorsese, o que lhe permitiu iniciar o projecto que provavelmente tinha na cabeça desde a altura em que se lembrou de ser padre – “The Last Temptation Of Christ”.
Scorsese filmou “The Last Temptation Of Christ” dotado de um pequeno orçamento, prevendo a controvérsia que vinha a caminho e o inevitável fracasso comercial. Estava certo quanto à controvérsia, mas completamente errado quanto ao resto – multiplicaram-se as manifestações nacionais contra e a favor do filme, numa proporção nunca antes vista, levando Scorsese à sua segunda nomeação para melhor realizador, que no entanto viria a perder novamente para um novato, desta feita Barry Levinson. Os apoios multiplicaram-se, vindo de todos quadrantes, inclusivé de importantes figuras públicas, e daí até ao “Goodfellas”, em 1990, foi um pequeno passo. Este acabaria por se tornar no seu filme mais visto de sempre.
Em “Goodfellas”, Scorsese regressa à sua Nova Iorque e aos seus actores-fetiche – Robert De Niro e Joe Pesci. O filme, que relata a vida de um gangster (Scorsese, à boa maneira católica, parece mover-se à base de fixações, seja com temas ou com actores), foi considerado o melhor filme sobre a máfia desde “Godfather”, consagrando Scorsese, de uma vez por todas, como um dos melhores realizadores de sempre. Voltou a ser nomeado para melhor realizador, mas volta, pela terceira vez, a perder para um estreante - Kevin Costner, com “Dances with Wolves”.
Seguiu-se “Cape Fear”, remake de um thriller de 1963, que veio provar que os êxitos de bilheteira não tinham abandonado Scorsese de vez. No entanto, a sua obra continuava a pautar-se mais pela aclamação da crítica, que pelo êxito comercial. “The Age of Innocence”, onde dirigiu Michelle Pfeiffer, Winona Ryder e Daniel Day-Lewis, e “Kundun”, considerado como o seu trabalho que mais se afasta do mainstream, são exemplos paradigmáticos disso mesmo. Na década de 90, registam-se ainda algumas aparições como actor em filmes como “Quiz Show” ou “Search And Destroy”. Ajudou na revelação de novos talentos. Revisitou “Taxi Driver” com “Bringing Out The Dead”, enquanto a crítica afirmava que “Casino” era o retorno de “Goodfellas”.
A produção de “Gangs of New York”, de 2002, foi considerada como a sua aventura mais arriscada. Filmado originalmente para sair no Inverno de 2001 e entrar na corrida aos Óscares, Scorsese acabou por adiar a produção final até ao início de 2002. Consequentemente, o estúdio adiou-o quase um ano para não perder o comboio dos Óscares. O orçamento ultrapassou os 100 milhões de dólares, tornando-se no trabalho mais dispendioso de Scorsese. As críticas ao filme foram moderadamente positivas, mas apesar de tudo acabou por receber dez nomeações para os Óscares. Recebeu a sua quarta nomeação para Melhor Realizador, o que levou a que se pensasse que seria desta vez que Scorsese iria arrecadar o prémio. Porém, à boa maneira de Peseiro, acabou por perder novamente, desta vez para Polanski (“The Pianist”).
É com “Gangs of New York” que nasce o novo e último fetiche de Scorsese – Leonardo Di Caprio. “The Aviator”, que contava a vida do excêntrico milionário Howard Hughes, foi o filme que se seguiu. Este projecto (de Di Caprio), roubado a Michael Mann, era extremamente pretensioso, mas também demasiado hollywoodesco, logo, óptimo para agradar a Academia – resultou em onze nomeações, entre as quais Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor, arrecadando cinco prémios. No entanto, Scorsese perde novamente, desta vez para Clint Eastwood com “Million Dollar Baby”.
Em 2006, onze anos depois de “Casino”, volta novamente ao universo das violentas sagas mafiosas com “The Departed”. Este filme, como já li por aí, “funciona como uma surpreendente síntese”, talvez apódose de si próprio. A história passa-se em Boston e o elenco é de luxo – Leonardo Di Caprio, Jack Nicholson (que supostamente substitui Robert De Niro), Matt Damon, Mark Wahlberg, Alec Baldwin, entre outros, e é uma adaptação do filme asiático (Hong Kong) “Internal Affairs”. A aclamação por parte da crítica voltou com “The Departed” deixando-o, novamente, na pole position para vencer o Óscar para melhor realizador. E foi mesmo desta que Scorsese acabou por ganhar, arrecadando ainda as estatuetas para o melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor trabalho de edição, embora muitos afirmem tratar-se esta vitória de uma distinção da sua carreira.
Quanto ao futuro de Marty, encontra-se já em fase de pós-produção o documentário sobre os Stones – “Untitled Stones”. Para 2008, já estão programados mais dois filmes – “Silence” e “The Rise of Theodore Roosevelt”.
Apesar de não o ter mencionado ainda, é importante referir que as nomeações e os prémios choveram vindos de todos os lados - Cannes, Berlim, Baftas, entre dezenas de outros prémios e nomeações. Pode dizer-se que a carreira de Scorsese se arrastou pela linha que separa os filmes independentes do mainstream, conseguindo alguns filmes brilhantes que já marcaram a história do cinema, entre outros menos conseguidos, feitos para agradar e para conseguir o tal Óscar (que também se tornou em mais uma das suas obsessões).Finalmente levou o Óscar para casa. Resta agora perguntar o que é que Scorsese ainda tem para nos presentear. De qualquer forma, e por agora, podemos afirmar que Scorsese é o último rei de Hollywood.

Arctic Monkeys - Brianstorm

Os putos estão de volta...Gostei!

quinta-feira, março 29, 2007

Requisitos para ser gestor público

"Os gestores públicos são escolhidos de entre pessoas com comprovadas idoneidade, capacidade e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público."

quarta-feira, março 28, 2007

Mão Morta - Cão da Morte

Numa altura em que o nosso querido exíguo ditador, ou lá como lhe quiserem chamar, está de volta, senti-me na obrigação de relembrar este excelente tema dos Mão Morta.

Just like honey


Jesus and Mary Chain no SPSR, será que há alguém que não vá?!

terça-feira, março 27, 2007

Sentimentalismos

"não é que eu não seja um sentimental, mas se este tipo me bate na Dores leva um tiro nos cornos."

segunda-feira, março 26, 2007

El Laberinto del Fauno (2006)

É verdade que nos campos técnicos, como a fotografia ou a caracterização (com algumas excepções) o filme está realmente acima da média, até pelo facto de estar longe do budget de grandes produções. No entanto, perde imenso pelo argumento - ele próprio um (mau) labirinto. É algo confuso, a articulação entre as duas histórias - o mundo real e o fantástico - é mal conseguida, a alusão à guerra civil espanhola e ao regime franquista é confusa e demasiado simplista, as personagens são por vezes algo vazias e a moral (ou pelo menos o caminho que nos leva a essa moral) é talvez forçada. Del Toro procurou o filme inaudito, mas não o conseguiu!


6,5/10

Trogloditismos

Salazar foi votado como o maior português de sempre. Pela primeira vez ponho em causa a minha nacionalidade e tenho vergonha de ser português. Será que o analfabetismo é agora superior ao da era do pérfido estadista do Estado Novo? Que será que me aconteceria se alguém desse Governo lesse o que aqui escrevo hoje? Resta-me dormir, para amanhã voltar a perder-me nas habituais vazias rotinas.

domingo, março 25, 2007

I know not what tomorrow will bring (Fernando Pessoa)

Fernando Pessoa foi mais de setenta escritores, das suas mão brotou, muito provavelmente, o maior legado literário que alguém alguma vez deixou. Escreveu de todas as formas, em todos os estilos, sobre tudo o que havia para escrever e sempre com uma qualidade a roçar o brilhante, quando não ultrapassava tal desígnio. Tal genialidade ainda não vi, senti ou li em lado algum. Para mim é o maior poeta do mundo, um dos maiores escritores que alguma vez existiu, e o maior português de sempre.

CocoRosie - by your side

Das melhores músicas que ouvi nos últimos anos (e que mais ouvi). Música de um estranho intimismo minimalista e naif! (O novo álbum já anda por aí...)

quinta-feira, março 22, 2007

Armchair Apocrypha, Andrew bird

Nota: 8,5/10
Género: indie pop rock;

Editora: Fargo Records;
É um álbum hiptonizante. A panaceia da música pop pode encontrar-se em Andrew Bird! Apesar de há muito andar por cá, apenas saiu do anonimato com o último álbum de há dois anos - The Mysterious Production of Eggs, altura em que o descobri. Muitos têm-no comparado com o meu Jeff Buckley, porém eu não o faço, não quero fazer (embora reconheça semelhanças nos sentimentos que ambos fazem ruborescer em mim), até porque já lhe reconheço a suficiente autonomia para o dissociar de comparações. É estranho como neste álbum parece procurar fazer de todas as músicas hinos e por pouco não o consegue. Este sonoro concerto de pássaros, de sabor panegírico, é um dos melhores álbuns do ano, e um dos melhores que ouvi nos últimos tempos. O terceiro nome de Bird é nostalgia e o tema Spare-Ohs é exemplo disso mesmo, estranho exercício de melancolia - lacrimejos sinceros tornam-se impossíveis de suster. Contudo, oiço a Fiery Crash e os sinceros violinos da Heretics, que logo me deixam a porejar alegria e júbilo, dizem os meus olhos. Thank God it's fatal...Não me canso de ouvir. Converti-me aos assobios.

quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia

Bicarbonato de soda

"Súbita, uma angústia...
Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus propósitos todos!

Uma angústia,
Uma desconsolação da epiderme da alma,
Um deixar cair os braços ao sol-pôr do esforço...
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o sinto faltar-me no estômago e na
circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa no cérebro?

Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir...
E--xis--tir ...

Meu Deus! Que budismo me esfria no sangue!
Renunciar de portas todas abertas,
Perante a paisagem todas as paisagens,

Sem esperança, em liberdade,
Sem nexo,
Acidente da inconseqüência da superfície das coisas,
Monótono mas dorminhoco,
E que brisas quando as portas e as janelas estão todas abertas!
Que verão agradável dos outros!

Dêem-me de beber, que não tenho sede!"

Stranger than fiction

Diz-se que o sal em demasia faz mal à saúde...cada vez mais tenho a certeza que uma vida sem sal faz infinitamente pior.
7,5/10

Simplicidades

Devo discordar pela manifesta impossibilidade lógica, porém...a simplicidade é muitas vezes a maior beleza na vida.

segunda-feira, março 19, 2007

Neon Bible, The Arcade Fire


Nota: 8,5/10
Género: alternative rock;
Editora: Sonovox;

Os Arcade Fire criaram uma nova religião e agora resta espalhar a nova fé - o Rock renasceu! O Neon Bible é isso mesmo, o manuscrito daquilo que já tinham criado com Funeral. Os arranjos do Pallet são brilhantes, a epicidade que empregam nas músicas provocam-me apertos no estômago, o pregar de Butler arrepia-me...Este álbum está pejado de excelentes músicas e letras (a my body is a cage é pura poesia). Li algures que este álbum melhora a cada audição, e concordo plenamente. Tornou-se contagiante, é um arquétipo perfeito da dor e do ardor que me tomam, consomem todos os dias. Sou mais um fiel da religião Arcade Fire - a minha vida mudou.

sábado, março 17, 2007

William Patrick Corgan, Jr.

William Patrick Corgan, Jr. born March 17, 1967 in Elk Grove Village, Illinois, U.S.A.

quinta-feira, março 15, 2007

Pérola do dia (Julian Fane)

Descobri hoje uma excelente pérola - Julian Fane. Vem do Canadá (dada a enchorrada de excelentes músicos e bandas provenientes deste país nos últimos anos, pergunto-me - o que é que se anda a comer no Canadá??) e a sua sonoridade lembra Sigur Rós, Radiohead, Fourtet...Editou agora o segundo álbum, "Our new quarters", que já chegou a Portugal. A ouvir (com atenção).

Os Lcd Soundsystem também vêm...


Mais nomes confirmados para o Super Bock Super Rock, LCD Soundsystem e Underworld são os nomes que foram mais recentemente confirmados para o Festival e os concertos estão marcados para 4 e 5 de Julho, respectivamente.
Os LCD Soundsystem virão apresentar o recente «Sound Of Silver», enquanto os Underwold devem percorrer alguns dos melhores momentos da sua carreira.
Cada vez mais se perspectiva o melhor Super Bock Super Rock de sempre, "Eu vou"!

Este podia ter sido o meu post ao mundo

"The Battle fought between the Soul
And no Man - is the One
Of all the Battles prevalent -
By far the Greater One-

No News of it is had abroad -
Its Bodies Campaign
Establishes, and terminates -
Invisible - Unknown -

Nor History - record it -
As Legions of aNight
The Sunrise scartters - These endure -
Enact - and terminate -"

(Emily Dickinson)

terça-feira, março 13, 2007

Tenho sede de lítio


1. Andrew Bird - Armchair
2. The Cure - The Loudest Sound
3. Broadcast - Small Song IV
4. Jeff Buckley - Mojo Pin
5. Placebo - Burger Queen
6. Alice in Chains - Shame in you
7. Imogen Heap - Hide and Seek
8. Cat Power - The Greatest
9. Radiohead - Climbing up the walls
10. The Smashing Pumpkins - To Sheila

Lenz, Georg Buchner

"Por vezes apenas, quando a tempestade lançava nos vales as nuvens e elas se dissipavam pela floresta acima, e as vozes despertavam nos penhascos, primeiro como um trovão longínquo que se extingue, depois mais perto, rugindo com violência, por sons, como se no júbilo feroz quisessem celebrar a terra, e quando as nuvens explodiam como cavalos selvagens a relinchar, e quando aluz do sol as atravessava, e chegava, e desembainhava a sua espada resplandecente sobre as superfícies cobertas de neve, para que por cima dos cumes uma luz brilhante e ofuscante viesse cortar os vales; ou quando a tempestade puxava as nuvens para baixo e fendia um lago azul luminoso, e quando em seguida o vento se extinguia, e das profundezas dos desfiladeiros, dos cumes dos abetos, sussurrava para o alto, como uma canção de embalar e um repique de sinos, e quando subia pelo profundo azul um suave vermelho, e quando pequenas nuvens passavam sobre asas de prata, e todos os cumes das montanhas, cortantes e firmes , irradiavam e brilhavam muito para além da região, o seu peito dilacerou-se, deteve-se, ofegante, com o corpo curvado, os olhos e a boca escancarados, pensava ter de chamar a si a tempestade, conter em si o universo, estirou-se e ficou deitado sobre a terra, enfiava-se pelo universo adentro, era um prazer que lhe fazia mal; ou então mantinha-se imóvel, e deitava a cabeçano musgo e semicerrava os olhos, e então tudo era puxado para longe dele, a terra cedia debaixo dele, tornava-se pequena como uma estrela errante, e submergia num curso de água tumultuoso,que fazia correr debaixo dele a sua torrente translúcida. Mas eram apenas instantes, e então levantava-se, taciturno, determinado, sereno, como se diante dele tivesse passado um teatro de sombras, e esquecia-se de tudo."

Low no Santiago Alquimista


Os Low vêm ao Santiago Alquimista no próximo dia 2 de Junho. Em apresentação, vai estar o último álbum «Drums & Guns» - diga-se de passagem que é um bom álbum.

The Simpsons Movie (2007)


"Huh? What's wrong? House ran away? Dog on fire?"
(Homer Simpson dixit)

segunda-feira, março 12, 2007

Falta de serotonina

"Vamos todos morrer, o truque é não acelerar as coisas."
(Macgyver dixit)

sábado, março 10, 2007

Tom Waits - Lie to me

Ele é louco, corcunda e genial...

sexta-feira, março 09, 2007

Kill The Vultures (Live Abbatoirs)

Vindos dos confins de Minneapolis, trazem-nos samples do inferno - Kill the Vultures - Hip Hop para quem não gosta de Hip Hop.

Assim não há ordenado que resista!


Joanna Newsom vem à Aula Magna no próximo dia 2 de Maio apresentar o seu novo álbum - "Ys". Assim não há ordenado que resista!

quinta-feira, março 08, 2007

Yann Tiersen o Polivalente


Violinos eléctricos, guitarras distorcidas, ambientes "noise" e experimentalistas...O tipo toca estupidamente bem tudo o que lhe põem à frente...A Aula Magna estava apinhada de gente, uns deslocados à espera dos acordeões de Amélie que só por uma vez se fizeram ouvir, outros vibrando com as dementes guitarras Mogwai, que ecoavam na acústica da sala, aliás, guitarras Tiersen. Os violinos caóticos deixaram-me um obscuro sorriso na cara, os xilofones minimalistas fecharam-me os olhos e fizeram-me pensar em...tudo. A teclista, por vezes, era algo irritante é verdade, contudo nada que me roubasse toda aquela vibração eclética que senti. Excelente concerto.

quarta-feira, março 07, 2007

Bunny Rabbit - Lovers and Crypts

Electro - peaches - a cena!

As Vidas dos Outros


Que estranhas formas existem de criar amizades...

Ponho-me a pensar em quantos Aristides, Wieslers, Schindlers haverá por esse mundo fora?! Provavelmente muitos...Vou dormir triste, mas também feliz!

Excelente filme.

Nota:
9/10

terça-feira, março 06, 2007

Mais um...


Mais um excelente concerto em Protugal - Bonnie Prince Billy a 5 de Abril no Maxime.
Dentro da cena folk, o Will Oldham é provavelmente o melhor e mais criativo que por aí anda...Por isso, que me desculpem os !!!, que vão cá estar no mesmo dia, mas já tenho coisas combinadas!

Metallica - One



Dizem que o novo álbum está de volta às origens...será mesmo?! Eu até gostava...
Diz que é o melhor Super Bock Super Rock de sempre...será mesmo?! Eu até gostava...

Wolfmother - White Unicorn

Mais um bom concerto em Portugal...já não sei o que fazer...tenho de ganhar o euromilhões!

segunda-feira, março 05, 2007

Gaiolas


"Uma gaiola partiu à procura de um pássaro."
(Meditações, Franz Kafka)

sábado, março 03, 2007

sexta-feira, março 02, 2007

Super Bock Super Rock = Arcade Fire + Klaxons


Arcade Fire e Klaxons na mesma noite no Super Bock Super Rock a 3 de Julho. Deveras, é obrigatório festejar!

quinta-feira, março 01, 2007

Andrew Bird em Portugal


Andrew Bird vem a Portugal para três concertos e vai actuar no Teatro Gil Vicente, em Coimbra, a 30 de Maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa, a 31, e no Teatro Circo de Braga a 1 de Junho.

O músico virá apresentar o seu novo disco «Armchair Apocrypha», a editar brevemente.

Pop Levi - Sugar Assault Me Now

O jogo de pés é pop, o jogo de braços é glam e o histerismo é rock!

Grinderman - No Pussy Blues

Sente-se a testosterona, quente, a galgar corpos...as respirações, ofegantes, correm de corpos para corpos tranpirados de voluptuosidade e sedentos de lábios e prazer...